Mato Grosso, segunda, 08 de março de 2021

Irã contra-atacou: Foguetes atingem bases dos EUA no Iraque

Ataque iraniano seria retaliação pela morte do general Qassim Suleimani - Hossein Mersadi/AFP
Ataque iraniano seria retaliação pela morte do general Qassim SuleimaniImagem: Hossein Mersadi/AFP

Duas bases aéreas que abrigam tropas dos Estados Unidos e da coalizão no Iraque foram atingidas por foguetes, na noite de hoje, segundo fontes de segurança norte-americanas informaram a veículos de imprensa do país. Ainda não se sabe se houve vítimas.

A TV estatal do Irã disse que a Guarda Revolucionária do País lançou “dezenas” de foguetes, como resposta à morte do general iraniano Qassim Soleimani, na última quinta-feira, após um ataque americano. Uma das bases atingidas foi Ain al-Asad, em Anbar.

A porta-voz da Casa Branca, Stephanie Grisham, disse que o presidente Donald Trump já foi informado dos ataques.

“Estamos cientes dos relatos de ataques às instalações dos EUA no Iraque. O presidente foi informado e está monitorando a situação de perto e consultando sua equipe de segurança nacional”, disse ela, em relato reproduzido pela rede americana CNN.

Em dezembro de 2018, Donald Trump fez uma visita surpresa à base de al-Asad, atingida hoje, para declarar que “os Estados Unidos não podem continuar a ser a polícia do mundo“.

Morte de general

A ação ocorre poucos dias depois do ataque coordenado pelos americanos contra um aeroporto em Bagdá, no Iraque, e que matou Qassim Suleimani, o chefe da Força Revolucionária da Guarda Quds do Irã, considerado um dos homens mais importantes do país. Além dele, ao menos outras sete pessoas também morreram.

A ação foi o resultado de um longo e complexo processo de apuração de dados de inteligência coletados por agentes de campo, informantes secretos, interceptação eletrônica de mensagens, rastreamento por meio de aeronaves de reconhecimento e “outros meios de caráter reservado”, de acordo com o Pentágono.

Os Estados Unidos utilizaram o drone MQ-9 Reaper, tido como o principal e mais letal veículo aéreo não tripulado de ataque ofensivo da Força Aérea americana.

O general Suleimani, de 62 anos, era visto como um herói no Irã e exercia um papel-chave nas negociações políticas para formar um governo no Iraque. Foi um dos principais personagens do combate às forças jihadistas na região, tinha uma atuação fundamental no reforço da influência diplomática de Teerã no Oriente Médio, especialmente no Iraque e na Síria.

Após se manter discreto durante décadas, Suleimani começou a aparecer nas manchetes dos jornais depois do início da guerra na Síria, em 2011, onde o Irã apoia o regime do presidente Bashar al Assad.

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