Mato Grosso, 9 de dezembro de 2019
   

Emanuelzinho é o único de MT a emplacar mudanças na reforma da Previdência

A Câmara dos Deputados concluiu na quarta (7) a votação em segundo turno da reforma da Previdência. O deputado federal Emanuelzinho (PTB) foi o único da bancada mato-grossense, composta por oito deputados, a incorporar ao texto da PEC 6/2019 duas emendas, a 111 e a 112, que tratam de dois pontos importantes para os agentes de Segurança Pública.

A primeira quer garantir a pensão por morte vitalícia ao marido ou esposa do policial que morrer em serviço, correspondente ao último salário vigente do agente de segurança pública. Já a segunda pretende manter a idade de 55 anos para os policiais se aposentarem.

Deputado federal Emanuelzinho

Emanuelzinho diz que alterações são necessárias diante do alto índice de policiais mortos em decorrência do serviço

Segundo ele, a justificativa para a apresentação das emendas foi o alto índice de policiais mortos em decorrência do serviço e o aumento de casos de adoecimento físico e mental desses profissionais.

“Os agentes de segurança pública arriscam as próprias vidas para combater a desigualdade social gerada pelo baixo investimento em Educação, Saúde e pela falta de oportunidade de emprego. É preciso valorizar essa carreira tão importante para a vida em sociedade”, explicou.

Para o parlamentar, garantir assistência às famílias dos policias e também uma idade diferenciada para a aposentadoria é uma forma de incentivar a carreira que tem ficado cada vez mais defasada pelas condições de trabalho atuais. “Pensão integral para a viúva do policial que morre vítima da violência não é privilégio, é respeito”, concluiu.

BPC

Além das duas emendas incorporadas ao texto da reforma entregue pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia, ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre, nesta quinta-feira (8), o deputado também lutou pela manutenção das regras sobre o Benefício de Prestação Continuada (BPC).

O benefício é devido a idosos com mais de 65 anos e pessoas com deficiência cujas famílias recebem até 1/4 do salário mínimo (R$ 249,50), admitida a adoção de outros critérios de vulnerabilidade social. A medida deve proporcionar economia de R$ 23,4 bilhões em dez anos com a redução de fraudes e o fim de questionamentos judiciais.

“Foi com muito esforço que garantimos a manutenção dos benefícios para deficientes e idosos pobres que recebem o BPC. Acredito que com isso o governo poderá concentrar o pagamento do benefício para quem tem mais necessidade”, completou.

Senado

Nesta quinta (8) a reforma da Previdência começou a tramitar formalmente no Senado e o relator da proposta na Casa, senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), afirmou que dará celeridade à condução da matéria.

Rd News

Por AtualMT